Por que um criativo deve conhecer Ghost in the Shell?

Para você que não sabe do que se trata, Ghost in the Shell originalmente um mangá criado por Masamune Shirow em 89, que ficou muito mais famoso com sua adaptação para o cinema de animação em 95, que foi quando tive contato com essa obra. Considerada uma das obras primas da animação japonesa, a história acompanha a protagonista Motoko Kusanagi, apelidada de Major, em 2029, época em que a tecnologia podia fundir cérebro com máquina, o que acaba dando uma certa consciência à elas e todos os problemas que isso implica. Lembre-se que a internet tornou-se pública a partir de 95 no Brasil e toda essa obra já falava de uma rede virtual dominada pelas máquinas.

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Com o anúncio do filme em live action, todos ficaram enforvorosos, exceto quando anunciaram a atriz Scarlett Johansson para o papel principal. Primeiro que ela é americana, segundo que é loira, e todos torceram o nariz e ficaram incrédulos com o filme americano, mas falaremos mais do filme no final do post. Inclusive, o mangá será relançado agora em dezembro na CCXP, em edição única.

Mas aí você pergunta: o que eu, como criativo, tenho a ver com isso? E eu te respondo: REPERTÓRIO!

Ghost in the Shell (GITS) é uma das maiores referências de cyberpunk da cultura pop, talvez a maior junto à Blade Runner (1982), servindo de fonte para diversas obras audio visuais que vieram depois, como Matrix, principalmente os curtas extras de Animatrix, e o clipe da cantora Björk “All is full of love” (ver abaixo)

Toda a filosofia por trás da chamada “Revolução das Máquinas”, instituída pelo brilhante Isaac Asimov (“Eu, robô” e “Fundação”) está presente em GITS, principalmente pela personagem principal, que é uma policial androide e do vilão, que não falarei muito para não dar expoilers, e como um robô agiria se tivesse consciência, mesmo que simulada artificialmente. Esse conceito foi muito bem usado no filme Ex-Maquina e a série Westworld (ver abaixo).

Voltando a falar do filme, depois de todo o preconceito que a produção sofreu, uma reviravolta chegou quando a produção lançou recentemente o trailer oficial, em uma coletiva no Japão, “em respeito à obra original”, segundo eles revelaram por lá. Confiram abaixo o trailer apresentado:

O que impressiona é principalmente, o respeito pela obra audio visual, mostrado pelo rigor em tentar adaptar as cenas e trilha sonora para live action, como a cena em que Motoko “nasce”, uma das mais fortes e emblemáticas da cultura pop cyberpunk e porque não, da história do mangá. Além de várias outras cenas, facilmente identificadas no trailer.

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Outro detalhe que empolgou, é a direção de arte e efeitos visuais, tudo muito bem feito, como os robôs gueixas e a própria Motoro.

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Só nos resta agora aguardar o lançamento do filme e torcer para faça realmente jus a uma obra tão importante para a cultura pop. Boa golada.

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Sobre o autor

Designer apaixonado pelo que faz, fundador e editor do DESIGN on the ROCKS. Brasileiro, natural de Jacareí - SP. Atualmente trabalha como Freelancer de gráfico e produto.

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