Quando o DIY é levado a sério

Quando o DIY é levado a sério

Há algumas semanas, o empresário de 32 anos, Daniel Nogueira, entrou em contato com a gente para confessar que é criativo.

Dono de uma agência de publicidade e marketing digital, Daniel não é designer nem arquiteto, mas aprendeu a planejar bem o espaço de seu escritório e resolveu por a mão na massa. “A sala é relativamente pequena, possui 45m2. Então o primeiro passo era distribuir tudo que eu precisaria inicialmente naquele espaço enxuto”, como contou pra gente em sua carta (leia mais no fim do post). E foi assim que ele começou a encaixar as ideias que tinha naquele espaço disponível.

Olha só como era quando ele começou, lá em 2014:

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Munido de sua criatividade e inspiração, o empresário botou a mão na massa e decorou sua empresa. Veja como ficou:

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O projeto final foi pensado principalmente no melhor custo-benefício, então muitas coisas foram instaladas por ele mesmo, como o papel de parede e o carrinho na parede, logo na entrada, que foi comprado inteiro na internet e, depois de cortado por um serralheiro, ele mesmo pintou.

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Ele nos escreveu essa carta, que segue como inspiração para quem curte se arriscar a fazer por conta própria.


 

São Paulo, SP – 17/02/2016

Daniel A. Nogueira
32 Anos, Empresário.

Sou Fundador e CEO de uma agência de Publicidade e Comunicação Digital desde 2008, a Agência Feeshop, localizada em Santana, São Paulo.

Apesar de fundada em 2008, a agência só ganhou uma sede em 2014. Quando, após muita procura, encontrei a sala que se adequava as minhas necessidades na época.

Antes, cada colaborador trabalhava como freelancer em suas residências, e inclusive eu trabalhava em home office.

Um certo dia, decidi que eu iria sair da “informalidade” e assumir riscos, como locar uma sala comercial, efetivar por CLT os colaboradores e tudo mais.

A grande questão é que eu não tinha nenhuma reserva financeira para tal, e não fazia ideia de como iria conseguir.

Porém, determinado a crescer, paralelamente à procura do imóvel, continuava otimista na captação de novos clientes (e maiores).

Após encontrar o imóvel ideal, cujos custos não eram assustadores, tratei logo de assinar o contrato.

Uma semana depois, para minha surpresa, fechei um novo cliente, o qual era equivalente ao valor do aluguel por pelo menos 2 anos. Então fui em frente e comecei a pensar na reforma.

A sala é relativamente pequena, possui 45 m². Então o primeiro passo era distribuir tudo que eu precisaria inicialmente naquele espaço enxuto. No caso, 1 sala de reunião, pelo menos 5 estacoes de trabalho, 1 mesa para mim, a recepção, 1 mini copa e o Banheiro.

Comecei marcando o chão com fita crepe para testar os espaços e na sequência vieram os orçamentos. Primeiramente dos vidros que formariam a sala de reunião. O restante dos ambientes seriam todos abertos.

A escolha pelo vidro foi para evitar que o espaço parecesse ainda menor. E também para permitir a visão total da agência, além do ar elegante que ele proporciona.

O piso de toda a sala já estava com carpete, então, decidi manter o mesmo apenas na sala de reunião e na minha sala. Desta forma eu economizaria no piso laminado, que foi colocado no restante.

A cor amarela, predominante no ambiente, é oriunda da identidade da marca. Foi aí que começaram os desafios de como usar e ousar no amarelo, mas sem pesar demais.

Na época, não haviam muitas referências na internet de ambientes decorados com amarelo tão predominantemente. Então confesso que fiquei muito inseguro de como ficaria o resultado final, lembrando eu não obtive ajuda de nenhum profissional de arquitetura para me orientar.

Quando encomendei o armário com portas amarelas ao marceneiro, ele questionou se eu tinha certeza pois ninguém usava aquela cor. Eu tive que respirar fundo e seguir em frente, confiar no que estava na minha cabeça.

Foi neste armário que eu escondi a “mini copa”, feita totalmente sob medida e improvisei uma iluminação de led para a pia que acende quando a porta é aberta.

Harmonizar cada coisa é um grande desafio, decidir a cor das paredes, a cor das luminárias, os objetos de decoração e tudo mais. Conforme eu ia fazendo as escolhas, tudo ia se encaixando.

Optei por não colocar um forro de gesso, e deixar a tubulação de fios aparente no teto e na parede, apenas pintamos os tubos de amarelo.

Sites e blogs, como o DESIGN on the ROCKS, sempre fazem parte das minhas inspirações diárias e com certeza influenciaram muito no desenvolvimento das minhas ideias e principalmente na coragem para ousar.

Espero que gostem do resultado final.

Grande abraço!

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Sobre o autor

Danilo Cava é turismólogo (isso existe?), mas comunicólogo de profissão e coração. Brincalhão, nerd, organizado, gosta de videogames, cozinhar e ler. Viciado em arte, cinema e design é especialista em acompanhar séries no Netflix.

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